pessoas burras são burras demais para saber que são burras

Filosofia Animada

 

Várias pesquisas psicológicas estão chegando à conclusão que a incompetência priva as pessoas da capacidade de reconhecer sua própria incompetência. Ou seja: as pessoas burras são burras demais para saber que são burras.

E essa desconexão pode ser responsável por muitos dos problemas da sociedade.

Com mais de uma década de pesquisa, David Dunning, um psicólogo da Universidade de Cornell, demonstrou que os seres humanos acham “intrinsecamente difícil ter uma noção do que não sabem”.

Se um indivíduo não tem competência em raciocínio lógico, inteligência emocional, humor ou mesmo habilidades de xadrez, a pessoa ainda tende a classificar suas habilidades naquela área como sendo acima da média.

Dunning e seu colega, Justin Kruger, agora na Universidade de Nova York, fizeram uma série de estudos nos quais deram às pessoas um teste de alguma área do conhecimento, como raciocínio lógico, conhecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis e como evitá-los, inteligência emocional…

Ver o post original 409 mais palavras

Kick-Ass Não é tão genial assim…

Autores – Mark Millar (roteiro), John Romita Jr. (desenhos), Tom Palmer (arte-final) e Dean White (cores)

Número de páginas: 216

” A primeira vez que me vi no espelho, percebi como os quadrinhos explicavam mal as coisas. Você não precisa de um trauma pra usar uma mascará.

Você não precisa que seus pais sejam assassinados… nem de raios cósmicos ou anéis mágicos…

Só a mistura perfeita de solidão e desespero.

Você tá foda pra caralho!!”

Essa é a fala de apresentação do personagem principal de Kick-Ass, o adolescente nerd chamado Dave Lizewski, que, como todo bom nerd, é apaixoanado por gibis. Tanto que em um determinado momento da vida, ele se questiona: porque não existem heróis na vida real? E com isso em mente, resolve se tornar um. A resposta do porque  não existirem herois vem logo na sua primeira missão: Dave compra uma roupa de mergulho o E-Bay, sai para combater o crime e é espancado, perfurado e atropelado. Graças a isso, fica 6 meses em recuperação, depois de várias cirúrgias.

Dave passa por tudo isso não por querer ser um heroi e ajudar os outros… na verdade, o que ele busca é a fama que não tem! Como todo adolescente, ele se sente deslocado, é timido com as meninas da sua idade e só tem seus amigos, tão “estranhos” quanto ele, como companhia…

Em 1987, Andy Warhol disse “No futuro todos serão famosos durante quinze minutos” e com certeza ele acertou. Hoje a necessidade que a sociedade de consumo nos impos, pra sermos todos famosos e felizes é assustadora e justamente esse o ponto de Kick Ass , pois o jovem Dave Lizewski se torna um herói só pra ter fama e mais nada. E a partir dele, várias pessoas se “tornam” heróis por farra ou pra imitar um comportamento. Da mesma forma que um video viral.

Mark Millar se utiliza do nosso mundo “real” pra criar essa história, que não é  inovador, pois o conceito Herói-Mundo real foi criado por Alan   Moore em Miracleman. É bacana lermos uma história que traz referencias ao universo Nerd ( e não Pop, por favor), como os quadrinhos, games, outros artistas de hqs, site de relacionamentos etc. É legal identificar o que os personagens dizem sobre determinado assunto do cotidianno deles, por que é o nosso cotidiano.

Mas pra mim, Kick Ass não é tão genial quando alardearam…

Quando meu amigo me emprestou, ele disse “Cara, é o novo Watchtmen!!!” . Lógico que era um cometário muito EXAGERADO, mas ignorei e fui ler a revista. É legal a história, o desenho do Jonh Romita Junior é excelente (apesar de não combinar nada com a história), mas é apenas isso: uma boa história, o que é bom, pois não acho que Milaar teve a pretensão de fazer um  novo  Wachtmen…

Não sou fã do Mark Millar; na minha opinião, ele é um escritor mediano, com seus altos e baixos… na verdade, mais baixos. Os Supremos dele e Bryan Hitch é excelente, mas não digo o mesmo de Homem Aranha – Caído entre os mortos. Kick Ass me parece uma ode a todos os fanáticos de gibis e cosplayres, que adorariam viver a realidade dos seus personagens favoritos. Ou melhor, de SER seus personagens favoritos.

Assim, o gibi é bom pra uma leitura rápida e despretensiosa e com certeza, será um belo referencial de como era a nossa sociedade na primeira década do século XXI.

Retornando…

Bom, para as poucas pessoas que seguem esse blog, peço desculpas pelo meu sumiço. Estou nesse período organizando, junto com uma galera incrivel a 4º Semana de Quadrinhos da UFRJ, montando um zine e tentando entender como funciona o WordPress. Na boa, ele é bom, mas me sinto muito perdido com tanta opção… e nem

AfroHQ - História e cultura afro-brasileira e africana em quadrinhos
Capa feita em Aquarela

consigo, ainda, fazer uma página para por minhas tirinhas e desenhos… enfim.

Parando com o chororo, vou divulgar algo que apareceu no Universo HQ:  sociólogo Amaro Braga, professor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas – UFAL, junto com as artes-educadoras Danielle Jaimes e Roberta Cirne, estudantes de Artes Plásticas da Universidade Federal de Pernambuco, realizaram a obra AfroHQ – História e cultura afro-brasileira e africana em quadrinhos (formato 21,5 x 29,7 cm, 88 páginas, R$ 20,00). O Roteiro é a pesquisa são por parte do Amaro Braga e os desenhos por Danielle Jaimes e pela Roberta Cirne.

A proposta é muito boa, pois precisamos mesmo desse tipo de material comentando a história dos negros no Brasil.

A matéria completa está aqui http://www.universohq.com/quadrinhos/2010/n22072010_04.cfm

E o blog deles é esse:  http://afrohq.blogspot.com

Jornal Extra realiza promoções com quadrinhos brasileiros

Hoje acordei com meu pai me mostrando o Jornal Extra, dizendo “Junior, vai sair gibis amanhã no Extra”. Na hora não entendi nada, mas reparei que na capa do jornal está a chamada para amanhã: a pessoa compra o jornal, desembolsa mais 5, 90 e leva pra casa um gibi. Mas não são gibis quaisquer, mas sim a coleção da editora Escala Educaional que está em parceria com o Extrapara lançar os gibis do selo Coleção Literatura Brasileira em Quadrinhos, onde vários artistas brasileiros dão sua visão de clássicos da literatura brasileira, adaptando-os para os quadrinhos. O primeira a sair amanhã será O triste fim de Policarpo Quaresma, que é do autor Lima Barreto,  a história  é um romance do pré-modernimo brasileiro e considerado por alguns o principal representante desse movimento.

Nesse link, tem uma matéria do site Universo HQ tratando do assunto:

http://www.universohq.com/quadrinhos/2010/n11032010_01.cfm

Acho muito boa essa proposta do Jornal Extra e da Escala em levar esse material para o grande público. Eu, particulamente, sempre tive dificuldade em encontrar esses gibis,  e levar esses gibis para o público além de ajudar os quadrinhos brasileiros, ajudam a popularizar também os autores nacionais. Não digo que as adaptações dessas obras para os quadrinhos deva substituir a lida dos originais, muito pelo contrário. Ao meu ver, elas revigoram as obras originais. Basta vermos que a indústria do cinema ajuda a alavancar as vendas dos livros ao qual eles  inspirados. Crepusculo que o diga.

Essa é uma boa iniciativa e espero que venha outras por aí. E amanhã, estarei comprando o meu!

Triste dia para a arte brasileira

Hoje,  dia 12 de março, a arte e o humor brasileiro perderam um dos seus mais significativos representantes:

1957-2010
Glauco

morreu o cartunista Glauco Villas-Boas, criador do Geraldão. Ao que tudo indica, Glauco foi vitima de um jovem que frequentava Igreja Céu de Maria, criada pelo próprio Glauco e que era baseada nos principios da Igreja do Santo Daime. Também foi vitima seu filho, Raoni Villas-Boas, de 25 anos. Ambos foram socorridos, mas, ao que parece, morreram a caminho do hospital.

Glauco publicava seus personagens desde 1977 no jornal A Folha de São Paulo. Nas décadas de 1980 e 1990, publicou seu personagem em várias revistas ou em material solo. Atualmente, seu trabalho estava sendo compilado e saindo em Albuns pela L&PM Editora.

Ele tinha 53 anos e criou tipos inesquecíveis, como Geraldão, Casal Neuras, Zé do Apocalipse, Geraldinho, Dona Marta, Nostravamus e outros.

Avatar e o uso sensato da tecnologia

Avatar

Título original: Avatar
Gêneros:Ação, Aventura, Ficcão Cientifica, Thriller, Romance
Roteiro e Direção: James Camreon      Ano: 2009

Avatar possui a melhor tecnologia criada para o cinema até agora, ao revolucionar o uso do 3D nas telas de cinema e fazendo que o cinema seja, novamente, uma experiência e não apenas uma ida na sala de projeção. Mas não é apenas o efeito visual que transforma Avatar em um excelente filme, mas sim o uso da tecnologia para a produção do filme, não sendo apenas usada de forma banal, pois se filma apenas efeitos especiais, não se chega a lugar nenhum com isso (Transformes 1 e 2 se enquadra nesse quesito).Desde a trilogia do SENHOR DOS ANÉIS e KING KONG (ambos de Peter Jackson) que não vejo o uso da tecnologia feita de forma tão bem feita.

Avatar já nasce um clássico, sendo comentados daqui a muitos e muitos anos por vários motivos e não apenas pelos efeitos especiais e visuais. Na minha opinião, o roteiro é fantástico, o elenco está soberbo e a criação do mundo de Pandora é uma coisa impressionante!! O mundo é vivo, verdadeiro, passando uma veracidade só vista por mim em SENHOR DO ANÉIS. Por mais que seja um ambiente, com sua fauna e flora alienigenas é i mpossivel não crermos na veracidades deles. Tudo é vivo em Pandora, tudo tem uma função, nada está ali por acaso, ou como elemento decorativo, mas sim para mostrar como é aquele mundo é rico e como a população local está em perfeita harmonia com o mundo, em uma relação que pode ser considerada simbiótica. Em contra partida, o local aonde os humanos constroem sua base, tem sua flora  destruida, ficando cinza, monocromático, feio mesmo, mostrando a frieza e deslocamento dos humanos em relação aquele mundo. No primeiro instante, vemos que a atmosfera não é adequanda para os humanos, sendo obrigatório o uso de máscaras para respirar. Quase como um aviso: “vocês não são bem vindos aqui, esse é o Paraíso. CAIAM FORA!!!”

Na perte do roteiro, Avatar possui várias camadas de leitura: podemos ve-lo como uma história de amor entre visitante-nativa; como um grito de alerta sobre a destruição do  nosso mundo pela ganancia desenfreada;  a guerra dos EUA com paises que não tem nem sombra do potencial bélico deles, apenas para ter seus recuros naturais controlados; o fracasso de nossa sociedade, tão preocupada com status, dinheiro e poder mas nos transformando cada vez mais em autonomos, máquinas mesmo. Enfim, poderia escrever sobre as mais divesas camadas que percebi no filme, mas a essa altura do campeonato, muitas pessoas já escreveram (e bem melhor do que eu) sobre esse filme e as diversas camadas que possui. (Até mesmo o Vaticano se meteu, dizendo que o filme é uma evocação ao Paganismo, que visa substituir o Cristinianismo-Católico, o que não seria uma má idéia).

Avatar me impactou MESMO! Tanto que me levou e construir esse blog. Demorei muito tempo para ir assisti-lo, vendo apenas no dia 12 de fevereiro. Mas valeu a pena! Quando o filme acabou, estava aplaudindo-o, com lágirmas nos olhos, pois nada que tenha visto na vida, tinha me preparado para a experiência de ver Avatar.

Avatar vale cada centavo do ingresso e o tempo na sala de projeção. E espero que Jmaes Cameron não espere mais 13  anos para fazer outro filme (O roteiro do que seria Avatar foi escrito em 1984, mas a priemira vez que ele anunciou o projeto, foi em 1997. Nesse tempo, ele ficou criando curtas, experimentando novas formas de filmar e novas cameras).

Mas, caso ele resolva fazer isso, vai valer a pena pois veremos uma nova revolução na  sétima arte.